sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Samba da Amendoeira



O amigo Thales Ramos, hoje, provocou minhas lembranças do Samba da Amendoeira. A simpatia desse grupo tá estampada na foto acima. Taí uma rapaziada digna de respeito...que conhece e sabe tocar samba bonito!
Em sentido horário Mingo, Phelipe, Yuri, Rafinha, Monem e André.

Os finais de domingo na Toca da Gambá eram a mola propulsora do início da semana...era a dose de felicidade pra encarar a segunda-feira e os caminhos dos dias vindouros. Se não bastasse o Amendoeira por si só, haviam os convidados que fervilhavam ainda mais a roda. Ainda hoje comento com o amigo Carneiro o dia que o saudoso Ratinho apareceu por lá..embriagados nós ficamos com a oportunidade de termos vivenciado aquele domingo a noite!

Até Marina, num desses domingos, dançou miudinho meu bem, miudinho, convocada por Juninho Thybau, que pediu minha autorização (claro).

Pois bem, a vida seguiu e o Amendoeira passou a fechar os domingos no Solar do Jambeiro (na época, perto de casa, ia a pé). Mesmo esquema: viagra pra luta nossa de cada dia.

Agradeço a essa turma a inspiração pra enfrentar as batalhas da vida!

Hoje a casa do Samba da Amendoeira é o Karicatura Botequim (estão bem abrigados), e, em vez de domingo, agora é sexta...e contam com o belo auxílio da Monica Mac...chega lá pra ver o que falei aqui!

Eu e Marquinho (meu irmão) acordávamos no outro dia (pós Amendoeira) cantando essa música aqui:


Abraços!!!!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ingá Taí!

Alô amigos! Eis que recebo e-mail do Eduardo falando de um querido bloco de Niterói: o Ingá Taí Direito.

Já havia falado sobre o bloco aqui.

A rapaziada é bacana e agora surgiu a agremiação: Grêmio Recreativo Cultural do Ingá. Bem, sou suspeito pra falar do bairro do Ingá  - saudades daquele pedaço de terra entranhando entre Icaraí e o Centro de Niterói!

O desfile acontece no dia 11 de fevereiro, com concentração em frente à Faculdade de Direito da UFF.

No início (12:00 horas) vai ter apresentação da banda de marchinhas; em seguida, esquenta da bateria e desfile do bloco pela Presidente Pedreira, Paulo Aves, Tiradentes, José Bonifácio, com a apoteose na Pres. Pedreira.

Vou atravessar a ponte e curtir essa parada...os blocos do Rio estão cada vez mais insuportáveis.

Alô Eduardo, Pocahontas e cia., confio em vocês para não deixar a peteca cair! Confio na alma boêmia de vocês.

Abraços!!!

domingo, 23 de outubro de 2011

Samba-enredo em disputa

Eis que acabaram as definições de samba-enredo pro carnaval 2012.

Acompanhamos mais de perto a disputa do samba na Vila. Tava na torcida pra que o samba do Raoni, Mart`nália, Carlinhos Petisco, Agrião e Serginho 20 fosse o escolhido.

No final, Arlindo Cruz, André Diniz e cia. sagraram-se campeões.

Seria injusto vir aqui falar que o samba campeão é ruim, simplesmente porque não é. É bom, assim como era o nosso favorito.

Porém, seguem algumas impressões.

Vou começar pela emoção - não consigo fugir da passionalidade - quando vi a Dandara aos prantos no início da apresentação do samba pra qual torcíamos. É latente, plenamente perceptível (e factível), a união da família Ferreira em torno do samba. Todo mundo participa, ajuda, empunha a bandeira. Acho isso muito valoroso.



Durante a apresentação em si, vimos que o samba foi bem recepcionado, cantado, bem solto e espontâneo - fatores que deveriam ser os mais importantes na escolha.

Seguindo o cronograma, o locutor anunciou os preparativos pro próximo samba (que sagrou-se vencedor). Eu tava de coração aberto, queria assistir a esta apresentação numa boa, sem ficar tascando críticas por torcer pelo outro samba.

Isso era o que eu queria, porém a apresentação já começou cheia de arrogância - tenho testemunhas isentas (que não eram torcedores de nenhum samba) do que aconteceu.

A torcida do Arlindo e André chegou empurrando, sem nenhum tato (falta de educação mesmo). Queriam espaço e já ostentavam marra de campeões.

Falei para um dos caras que ele não estava ali como "harmonia", porém o sujeito se portou como um miliciano, poder paralelo e oficial ao mesmo tempo; mostrou até a "carteira" de "harmonia", numa atitude grotesca e "policialesca", quando deveria se comportar como torcedor, pois, A PRINCÍPIO, o samba campeão NÃO estava definido.

O presidente Wilsinho, enquanto isso, pulava no palco, participava da apresentação daquele samba, demonstrava freneticamente que já tava tudo resolvido. Teoricamente, tsc, ele era membro da comissão julgadora (se é que essa realmente já existiu alguma vez).

Vale lembrar que o samba campeão foi bem recepcionado apenas nos camarotes (por que será?), na QUADRA (o que deveria contar de verdade) a recepção não foi das melhores.

O desfecho da disputa só confirmou as impressões que tivemos; tudo já acertado.

Continuo admirador do Arlindo, o André Diniz também é talentoso, mas é desanimador constatar as negociações de bastidores.

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Por outro lado, Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e o Naldo nos deram um alento, clarearam nossas esperanças. Se o samba deles não fosse o escolhido seria a desmoralização final da Portela.



Parabéns pela perseverança! E, claro, pelo HINO que fizeram.

Acredito que o caminho é perseverar, não deixar de disputar; que o "lado bom da força" se articule. Entregar o jogo para os puramente negociantes acho que não é a melhor saída.

Abraços!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Na Tijuca...


Tempo de mudanças. Aviso aos amigos que agora faço parte da aldeia tijucana.

Eu e Marina juntamos as escovas e escolhemos a Tijuca para iniciarmos nossa vida em comum.

Niterói permanece nas minhas lembranças; das (importantes) situações que vivi por lá; vivências determinantes na formação da minha personalidade e do meu caráter. Carregarei pra vida inteira.

Vamos a Tijuca; estou muito bem localizado, cumpadres e cumadres; estou ao lado do Bar do Momo, a poucos passos do Pavão; estamos morando na General Espírito Santo Cardoso.

O Renascença é logo ali, o Salgueiro também.

Escolhemos a Tijuca também por acreditarmos que o bairro é uma trincheira da tão propagada hospitalidade carioca. Que carrega símbolos de um Rio mais ameno, boêmio e amistoso. E é muito gratificante comprovar indícios de que não estávamos errados.

Vejamos:

Estávamos preocupados com a entrega do novo fogão. Essas lojas (Casa e Vídeo, Ricardo Eletro) não estipulam horário certo de entrega - o consumidor tem que se virar para receber a mercadoria que comprou; tem que ficar o dia todo em casa. Ficamos surpresos quando, ao chegarmos em casa, tomarmos ciência que o porteiro havia recebido o fogão (mesmo sem ter ninguém em casa) e guardou-o pra gente na portaria do prédio. Pra nós, isso é novidade.

Ou ainda o recepcionista da casa de festas infantis, que nos dá boa noite, toda vez que passamos em frente ao estabelecimento. Na primeira vez, achei que ele estava viajando; que tava achando que íamos entrar na casa de festa. Depois reparei que não; que o cara gosta de cumprimentar mesmo os transeuntes.

Tem também o atendente do Momo, que me cumprimenta toda vez que passo em frente ao bar, apesar de ter parado (AINDA) só uma vez por ali; ainda assim, rápido e sozinho.

Vibrei, ontem, quando escutei um carro de som (muito tempo não escuto isso, estou muito "urbanóide") convocar para uma festa da Unidos da Tijuca. Vibrei, mesmo sendo para a coroação da Gracyanne Barbosa e show do Belo.

Abri um largo sorriso quando Marina me contou que viu um grupo de petizes meninos cantando o samba da Unidos da Tijuca no ônibus. E com orgulho na letra de a pura cadência, levanta poeira.

E não faz um mês, ainda, que estou morando por aqui.

Aos que, porventura, possam achar que estou um tanto romântico, respondo que prefiro a observação romantizada ao olhar duro e frio; o olhar romântico é determinante pra me fazer viver bem!

Abraços!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Toca é a Toca!


Muito bom ter encontrado o Jairinho, da Toca da Gambá, terça-feira, no samba da Cantareira - resquícios da comemoração de aniversário do Pedro Ivo.

E a conversa girou em torno da Toca!

Me lembro quando comecei a frequentar essa casa de samba, com o glorioso Samba da Amendoeira aos domingos. Sempre com convidados; vi muita gente por ali: aulas!

A Toca cresceu, o sucesso era certo. O espaço aumentou, o público cresceu, a casa tá mais estruturada. E, graças a Deus, a essência não se perdeu.

Na conversa de terça houveram consensos: a Toca é lugar onde a amizade acontece; onde as pessoas se sentem bem; flutuação de energia.

Ainda frisei que, por mais que os garçons estejam atolados, os caras pedem desculpas e tudo fica na esportiva.

O Mistura da Toca reúne simpatia, talento e nos transmite essa energia boa. Mônica Mac, Ernani, Thiago Cunha, Bebeto Sorriso, Thiago Torres, Marmita, Rafinha, Mingo (tem mais gente, me perdoem, que essa mistura é danada). Essa rapaziada nos faz renovar as energias, e cantamos e sambamos na catarse!

O bicho pega, cumpadres! Reparem na luz dessa roda!


E tem Ogum, ali pertinho, garantindo a essência inigualável do lugar!

A Toca é a Toca!

Mais informações aqui.

Abraços!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Arredores da Praça Mauá!


Sexta-feira passada estivemos, eu e Marina, nas bandas da Praça Mauá: Pedra do Sal e, depois, restinho de Escravos.

Que energia boa no Sal! Samba de Lei e o Thiago Torres fazendo todo mundo cantar ao mesmo tempo. Esse rapaz sabe conduzir uma boa roda!

A Pedra do Sal tem sua história e carrega essa energia dos negros baianos que se instalaram por lá quando vieram pras bandas de cá.

Tratava-se de local sagrado das oferendas pros Orixás. Tia Ciata era figura marcante! Era por lá que o batuque o jongo se desenvolviam, tomaram também a Praça Onze, se traduziam no samba!!

Acho que isso tudo interfere na magia do lugar, o samba bom que corre por lá e a energia boa que sentimos.

O samba acontece às segundas (primeira roda do movimento do samba da Pedra do Sal), quartas (Samba na Fonte) e sextas (Samba de Lei).

O bloco Escravos da Mauá faz também sua festa ali pertinho do Sal, no Largo de São Francisco da Prainha. Descontraído, à vontade, bem carioca! Bebe-se cerveja nas barraquinhas e isopores da praça, e, ainda tem o Angú do Gomes em frente. Quer mais o quê?



Torço muito para que o projeto Porto Maravilha não acabe com essas delícias dos arredores da Praça Mauá!

Segue letra de Praça Mauá: Que Mal há (Moacyr Luz/ Aldir Blanc)


"Ah, me diz aí mas que mal há
em ir lá pra Praça Mauá
relembrar...
Se eu tô sem brilho e estrela guia,
se há no barco uma avaria
vou pra lá...
Meio adernado o meu navio
retoma o rumo, encontra o fio
num samba do melhor que há.
Meu porto ta lá,
no cais eu ressurjo,
é como se o Méier brotasse à beira- mar...
quem sacanear,
encaro e não fujo.
Eu sou marujo da Praça Mauá!
Em São Francisco da Prainha eu gostei
de uma cabocla da Pedra do Sal
que, estimulada pela grande Nora Nei,
tentou a vida de cantora ali na Radio Nacional.
Seu nome: Conceição feito a igreja,
fazia um peixe com cerveja
na Sacadura Cabral
que João da Baiana,
louco por matizes,
provou com caiana,
depois pulou no mar,
encontrou Netuno
com três meretrizes
e foram juntos pra Paquetá!
- Um dia vi Iemanjá
cantando num dancing lá...
Me diz aí: que mal há
em ser da Praça Mauá?"


Abraços!!

Dona Ivone!


No início desse mês (dia 08/06) a grande dama do samba (como dizia Candeia), Dona Ivone Lara, foi homenageada na ALERJ (Assembléia Legislativa do Rio).

Dona Ivone merece muitas homenagens; é uma figura ímpar!

Às vezes eu acho que todo mundo que gosta de samba se sente meio neto dela (eu me sinto assim!). Muito orgulho deve ter o André Lara (seu neto de verdade e sambista).

Acho que Dona Ivone quando canta transmite sensações de cuidado, de carinho. Seu canto revela suas habilidades de enfermeira!

A Dama do Samba foi enfermeira até se aposentar. Trabalhou em unidades psiquiátricas e acabou se tornando amiga da grande psiquiatra Nise da Silveira (que dupla de mulheres incríveis!).

Dona Ivone é um destaque em todas as atividades que exerce!

Foi a primeira mulher a compor samba-enredo. Lá na Serrinha, no Império Serrano. Imaginem só! Aquela rapaziada da estiva, malandros como Mulequinho, Malaquias, Aniceto, e, no meio deles, Dona Ivone exibindo seu talento como compositora!

Tem que respeitar, reverenciar!

Presto aqui minha humilde reverência!